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ROMA 3: ROMA ANTIGA

Dicas Para Quem Visita Roma - Região 3

Um pouco da Roma Antica e suas principais atrações no circuito básico (Coliseu, Arco de Constantino, Foros Romanos, Interior dos Foros Imperiais, Arco de Tito, Templo de Júlio Cesar, Palatino, Residências Imperiais e Jardins Farnese) e no circuito opcional (Circo máximo, Via Ápia e Catacumbas de San Callisto, Mercado Trajano, Boca da Verdade, Terme di Caracalla) e ainda o Buraco da Fechadura.

Informações Importantes

Roma Antiga - Básico

  • Endereço: Piazza del Colosseo, Roma - ideal partir do Coliseu

  • Horário: Das 8:30 até uma hora antes do pôr do sol (muda conforme período do ano). Novamente o ideal é chegar à primeira hora quando é mais vazio.

  • Preço: 16 euros. Fundamental comprar com antecedência on line, pois a fila é imensa.

  • Tempo para Ver: Em 3 horas

  • Dicas: A visita quase toda é ao ar livre. Assim, sapato confortável e proteção contra o frio ou sol. Fundamental ir com um guiapara dar um contexto e históri a cada uma das ruínas.

  • O que ver:

  • Tour com Coliseu + Arco de Constantino

  • Foros Romanos + Interior dos Fóros Imperiais + Arco de Tito + Templo de Júlio Cesar

  • Palatino + Residências imperiais (Domus) + Jardins Farnese (O ideal é começar a visita pelo Palatino (na Via di San Gregorio) até o Forum Romano, já que o Palatino fica em um plano mais alto e assim há menos subidas a pé)

Roma Antiga - Extras

  • Dicas: Acabei pegando o mesmo guia para de carro fazer uma rodada nesses lugares. Se não der, é o que cortaria do tour.

  • O que ver:

  • Via Ápia e Catacumbas de San Callisto (vale a pena!!! – Via Ápia Antica 78 – duração média de 2 horas – se der peça como guia – que tem que ser um dos padres do local – o padre brasileiro... ele é ótimo!. Se não estiver com o Guia, tem que ir de táxi)

  • Mercado Trajano (45 minutos)

  • Circo máximo (básico demais. Uma volta de carro ou taxi em volta já faz o papel)

  • Boca da Verdade (em 10 minutos se vê a Boca e se brinca de “colocar a mão no buraco que, pela lenda, diz que te obriga a falar a verdade”. Mas quando fui tinha muita fila, quase uma hora. Se isso acontecer, não vale a pena).

  • Terme di Caracalla – interessante. Ver se não está acontecendo nenhum show lá no período em que estiver na cidade. 1 hora de vista pelo menos.

  • Buraco da Fechadura - Piazza Dei Cavalieri di Malta – (10 minutos ao chegar lá de carro)

Um pouco de história da Roma Antica

Reza a lenda que Eneias, filho da deusa Vênus, fugiu de Troia em chamas em direção à cidade de Lácio, na península itálica, onde casa-se com Lavínia e tem um filho que cria a cidade de Alba Longa.

Cerca de 400 anos depois, seu legítimo herdeiro, Numitor, é deposto por seu irmão Amúlio, assassina seu descendentes e obriga a sobrinha Reia Sílvia a tornar-se vestal (sacerdotisa virgem), mas ela engravida do deus Marte gerando os gêmeos Rômulo e Remo. Como punição, Amúlio joga as crianças no rio Tibre

Por um milagre, o cesto com as crianças vai parar nas margens do rio no sopé do monte Palatino, onde são encontrados por uma loba que os amamenta. O pastor de ovelhas Fáustulo encontra os meninos próximo à Figueira Ruminal, na entrada de uma caverna chamada Lupercal e os recolhe. Rômulo e Remo crescem junto dos pastores da região.

Mais tarde, Remo é capturado e levado para Alba Longa. Fáustulo revela a Rômulo a história de sua origem, e este parte para a cidade de seus antepassados, libertando seu irmão e reestabelecendo a dinastia de Numitor ao trono. Ao perceber que não teriam futuro na cidade, os gêmeos partem para fundar uma nova cidade no local onde foram descobertos.

Rômulo queria chamá-la Roma e edificá-la no monte Palatino, enquanto Remo desejava nomeá-la Remora e fundá-la sobre o monte Aventino. Esperaram que os auspícios indicassem quem deveria decidir e reinar a nova cidade depois da fundação, mas isso gerou uma acirrada discussão entre os irmãos, que terminou com a morte de Remo.

Uma versão alternativa afirma que, para surpreender o irmão, Remo teria escalado o recém construído pomério quadrangular da cidade e, tomado em fúria, Rômulo o teria assassinado.

Independente da lenda, até pouco tempo acreditava-se que Roma havia sido fundada em 753 a.C. sobre a colina de Palatino, uma das 7 colinas que cercavam aquela comunidade primitiva. Porém, escavações recentes teriam apontado que já havia uma cidade naquele local ao menos 1 século antes dessa data.

Palatino

Na época republicana, o Palatino, considerado como sagrado por ser o local da fundação da cidade, era todo tomado pelas Domus, as casas das famílias ricas de Roma (conhecidos como Patrícios).

Quando veio o Império Romano, estas residências foram sendo compradas e transformadas nos palácios dos Imperadores. Era um local estratégico também, pois ficava ao lado do Forum Romano (o grande centro administrativo, financeiro e jurídico de Roma).

Acqua Claudia: Logo após entrar no sítio arqueológico do Palatino, quase chegando na avenida, é possível ver à esquerda os arcos das ruínas de um dos principais aquedutos da Roma Antiga, cuja construção começou na época do Imperador Calígula e terminou na época de seu sucessor, o Imperador Claudio.

Domus Severiana: Durante os séculos 2 e 3, o Imperador Settimo Severo construiu seu palácio a sudeste do Monte Palatino. Para que ficasse no mesmo nível dos edifícios que estavam situados em cima da colina, foi construído sobre uma plataforma, com arcadas como pilares. No fundos do palácio havia um complexo de termas, cuja construção foi iniciada pelo Imperador Domiciano e concluído por Settimo Severo, que o anexou ao seu palácio. Hoje apenas há paredões com tijolos nus e as arcadas que pertenciam à plataforma que o sustentava eu podem ser visitados em dias e horários pré-estabelecidos.

Estádio de Domiciano: O local, construído pelo Imperador Domiciano e depois restaurado por Settimo Severo, tinha uma estrutura que dividia o pátio em duas pistas e era utilizado para a prática de atividades esportivas. Era um campo retangular, envolto por uma colunata de 2 pisos, onde havia uma grande tribuna semicircular próximo à Domus Severiana, onde ficava o Imperador e que abrigava também estátuas dos deuses que eram retiradas de seus templos e lá colocadas para que pudessem apreciar os jogos. Alguns estudiosos acreditam, no entanto, que o local era apena sum jardim interno, enquanto outros dizem que era suado para ocorriam corridas de bigas. Atualmente se pode observar apenas o pátio gramado, as estruturas que demarcavam o final da pista, os restos da tribuna do Imperador e as bases do primeiro piso da colunata.

Domus Augustana: Foi construída como palácio privado e da corte do Imperador Domiciano. No local, havia uma casa patrícia e parte da Domus Transitoria, a residência do Imperador Nero, destruída no incêndio de 64. Com dois pisos, a parte mais alta e frontal da Domus oferecia uma vista panorâmica do Circo Massimo e abrigava as sala de recepções e dos banquetes. Na parte traseira e mais baixa da casa ficavam os aposentos privados do Imperador e de sua família. Atualmente se pode ver apenas o espaço que abrigava os jardins internos, algumas fundações das colunas laterais e parte da fachada com vista para o Circo Massimo.

Domus Flavia: Anexo à Domus Augustana, o edifício construído Imperador Domiciano (da família dos Flavius) era usado para atividades públicas. Continha um pátio interno, com um labirinto octogonal ao centro, e salas ao redor, algumas salas como a Basilica (onde o Conselho do Imperador decidiam questões políticas), o Lararium (sala da guarda pessoal do Imperador); a Aula Regia (para audiências e homenagens); a Coenatio lovis (a sala de jantar); e o Triclinium (sala com divãs para saborear o banquete). Atualmente se pode apreciar apenas as fundações do labirinto com alguns fragmentos do piso original e algumas bases de colunas e os espaços onde ficavam a sala de jantar e suas fontes. Com entrada gratuita, aqui fica o Museu Palatino, que expõe peças encontradas nas escavações do Palatino.

Casa de Augusto: O primeiro palácio imperial do Palatino, esse edifício era a residência privada do Imperador Augusto, com 2 pátios centrais e vários aposentos ao redor deles. O complexo também contava com o Templo de Apolo (deus que Augusto considerava seu “pai divino”) e a Casa de Lívia (embora haja controvérsias). Atualmente se pode ver apenas um dos pátios centrais, o pedestal e parte da escadaria de acesso do Templo de Apolo, e alguns aposentos, ainda com as pinturas originais datadas de 30 a.C. apenas sobrou. A visita à casa é gratuita, para quem estiver dentro do Palatino, mas só é aberta em alguns dias e horários pré-estabelecidos.

Casa de Livia: Apesar de existirem diversas teorias sobre o uso desse edifício, o mais comum é a de que o Imperador Augusto era originalmente uma casa patrícia na era republicana adquirida pelo Imperador e restaurada e anexada como anexo para sua esposa Livia na época em que construiu seu palácio. O edifício semienterrado ainda preserva vários dos aposentos originais da época, bem como o pátio central e pode-se apreciar seu interior através de suas janelas.

Cabana de Rômulo: Ao lado da Casa de Augusto, foram achados os restos de 3 cabanas datadas da Idade do Ferro (século 8 a.C.) e de uma muralha que parecia ter sido quadrada, época em que acredita-se que Rômulo teria fundado Roma. Baseado nisso, acredita-se que aquelas fundações poderiam ter sido a casa do fundador de Roma. Mais recentemente, foi encontrada também uma gruta, que teria sido a mesma que a loba teria amamentado e criado Rômulo e Remo. Atualmente se pode ver as fundações das 3 cabanas, bem como alguns furos no chão onde ficavam os pilares que sustentavam o teto protegidos por uma cobertura.

Templo de Magna Mater: No século III a.C., o terror causado pelas Guerras Púnicas, os ataques de exércitos estrangeiros, chuvas torrenciais geraram uma crise em Roma; para reverter esse quadro, foi construído um templo em homenagem à deusa Cibele (ou Magna Mater, deusa do ciclo “vida-morte-renascimento”) que abrigou uma pedra negra que a simbolizava trazida da Ásia Menor e que, ao final, segundo a lenda, trouxe a vitória de Roma.

Roma venceu a guerra e se reergueu. Do edifício localizado num pedestal e envolto por uma colunata, hoje se vê apenas o pedestal onde ele ficava.

Criptopórtico de Nero: A Domus Transitoria, o antigo palácio do Imperador Nero, para ligar sua residência à vizinha, Domus Tiberiana, possuía um criptopórtico, que era um corredor coberto e com claraboias que geralmente servia para sustentar a estrutura de um edifício, nivelando-o em um terreno inclinado, mas também utilizado como um corredor de serviço. Apesar de não ter sobrado nenhuma estrutura da Domus de Nero, o criptopórtico ainda é visível.

Domus Tiberiana, Jardins Farnese e Clivus Victoriae: Construído inicialmente a mando do Imperador Tibério, enteado e sucessor do Imperador Augusto, foi o maior palácio do Palatino, com vários aposentos situados ao redor de um jardim central, chamado Peristillo. Sofreu várias modificações: Calígula ampliou o edifício em direção ao Forum Romano, inclusive utilizando o Templo de Castor e Pollux como entrada. Nero o ampliou após o grande incêndio de 64, assim Domiciano e Adriano também deram suas contribuições. Após a queda do Império Romano, o edifício sobreviveu até o século X como moradia de membros ligados à Igreja até que foi abandonado e começou a ser depredado. Em 1542, o Cardeal Alessandro Farnese adquiriu as ruínas da Domus Tiberiana e mandou construir os Jardins Farnese, considerado o primeiro jardim botânico da Europa, mas que acabou soterrando os vestígios originais do palácio de outrora. Na época do Renascimento, os Bourbons se tornaram os novos proprietários da casa e, devido ao interesse por obras de arte na época, tiraram os últimos vestígios que ali haviam e levaram para o Museu de Nápoles. Atualmente, pode-se ver, além dos jardins, os restos do Peristillo e algumas salas da fachada que dava frente para o Forum Romano recobertas por tijolos, assim como a via conhecida como Clivus Victoriae.

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