FIRENZE 8 - SANTA CROCE


Pontos Turísticos de Firenze - Região 8: Basilica e Museo di Santa Croce

Com seus impressionates vitrais e capelas das famílias nobres florentinas e a arquitetura harmoniosa da Cappella Pazzi, Santa Cruz destaca-se também por abrigar túmulos de figuras importantes como Galileo Galilei, Michelangelo e Niccolò Machiavelli, além do cenotáfio de Dante Aligheri que marca a história de seu exílio.

Por volta de 1210, no local onde hoje é a Basílica, os primeiros frades franciscanos da região construíram um oratório.

A partir de 1295, nesse mesmo local, foi iniciada a construção da atual basílica, com um projeto em estilo gótico florentino tradicionalmente atribuído a Arnolfo di Cambio.

Ao entrar na basílica, a atenção é imediatamente atraída para a altar grandioso.

Cativante também são osvitrais altos sob a abóbada na parte leste da Igreja, bem como para os afrescos simples e com termos claros com a narração das histórias de Cristo, de São Francisco e de outros santos, que era uma característica fundamental de igrejas franciscanas, alem do altar grandioso.

Além disso, outro ponto de destaque é o fato de que várias das grandes famílias florentinas patrocinaram as capelas de Santa Croce, podendo assim decorá-las com trabalhos comissionados a Giotto (capelas dos Bardi e Peruzzi), Taddeo Gaddi, Bernardo Daddi e Maso di Banco (capelas das famílias Baroncelli, Pulci e Berardi e Bardi di Vernio, respectivamente).

A partir de meados do século XIV, as paredes também receberam afrescos de pintores proeminentes da época.

A Sacristia, que inclui a Capela Rinuccini, tem afrescos bem preservados e mobiliários originais do século XIV, quando foi completamente coberta com pinturas, passando uma boa imagem de como a Igreja deveria ser naquele século.

No século seguinte, Santa Croce recebeu algumas adições arquitetônicas importantes, como a Capela Pazzi, projetada por Filippo Brunelleschi, mas não concluída até muito tempo depois de sua morte.

Ela é um dos edifícios mais harmoniosos do Renascimento florentino, e não é decorada com afrescos, mas pelos círculos de terracota de vidro produzidos por Luca della Robbia e seus seguidores.

Santa Croce é também conhecida pelo “lugar de descanso” de italianos influentes na política e na sociedade, com túmulos esculpidos por artistas de igual peso.

Porém, os túmulos mais visitados são mesmo dos grandes artistas, como Michelangelo (que morreu em Roma em 1564, mas foi aqui enterrado em um monumento desenhado por Giorgio Vasari com figuras alegóricas à Escultura, Arquitetura e Pintura), Galileo Galilei (que ao morrer em 1642 teve seu monumento inspirado no de Michelangelo), Niccolò Machiavelli, entre outros.

Na ordem: Túmulo de MIchelangelo, Galileo e Machiavelli

O mais interessante, no entanto, é o de Dante Alighieri, já que o que existe na Igreja de Santa Croce é apenas um túmulo simbólico (chamado de “cenotáfio”), pois Dante não foi enterrado em Firenze.

Por trás desse túmulo vazio, reside a história do exílio de Dante. Em meados do século XIII, a Toscana era um dos principais centros de luta entre duas facções: os guelfos, aliados políticos do papa, e os ghibelinos, partidários do imperador, que negavam a autoridade temporal do papa.

Em 1302, ameaçada de invasão por aliados do novo papa Bonifácio VIII, Firenze enviou a Roma uma comissão constituída por três membros, entre eles, Dante.

Quando o papa lhe permitiu voltar, Firenze já estava sob o domínio dos invasores e, em 1302, Dante foi acusado de corrupção no desempenho de cargo público e condenado inicialmente a pagar uma pesada multa e depois à morte se ficasse na cidade.

A partir de então, exilado, vagou pelas cidades de Verona, Bolonha e Ravena.

Por lá, Dante escreveu "O Convívio" (onde defende o uso da língua “vulgar” e explica que nela escreveu a obra para que todos pudessem lê-la), "De Vulgari Eloquentia" (escrita em latim, na qual retraça a origem e a história da linguagem e debate o problema dos dialetos), "De Monarchia" (que retrata a a utopia da harmonia entre o poder espiritual e o civil para obter a justiça num mundo destruído pela discórdia).

Por fim, escreveu lá também a sua obra-prima mais conhecida: "Comédia" (mais tarde qualificada pelo poeta Boccaccio de "divina", assumindo o nome de "Divina Comédia" nas edições seguintes e que representa um julgamento moral e político de Dante).

Por seus méritos literários, Dante Alighieri pensava obter revogação do exílio, mas não conseguiu em vida. Dante Alighieri morreu em Ravena, em 1321, aos 56 anos, sem muitas honras, e foi enterrado em uma sepultura com escritas “Firenze, mãe de pequeno amor".

Posteriormente (com a fama crescente do poeta), Firenze chegou a lamentar o exílio de Dante e fez repetidos pedidos para o retorno de seus restos mortais. Ravenna sempre recusou, chegando ao ponto de esconder os ossos em uma parede falsa do mosteiro.

Em 1829, o cenotáfio foi construído na basílica de Santa Cruz em Firenze.

Em 2008, Firenze anulou formalmente o exílio de Dante e tentou conceder a seu único herdeiro vivo e vigésimo bisneto, o produtor de vinho Pieralvise di Serego Alighieri, o mais alto título de honra da cidade (Il fiorino d´oro) com a esperança de trazer seus restos mortais para a cidade, mas ele não aceitou.

E o túmulo de Santa Croce continua vazio, com o corpo de Dante remanescendo em Ravenna, longe da terra que ele amava tão ternamente.

Outros Pontos Turísticos da Região 8:

  • Atrações opcionais ou de interesse específico

  • Museo Casa Buonaroti (Museo da Casa do Michelangelo)

  • Tempio Maggiore - Sinagoga ("Templo Principal”)

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