FIRENZE 1- DUOMO E BATISTERIO

Pontos Turísticos de Firenze - Região 1: Piazza Del Duomo

Cattedral Santa Maria del Fiore, Copula di Brunelleschi e Campanille de Giotto

O Duomo de Firenze, como o vemos hoje, é o resultado de um trabalho que se estendeu por seis séculos, incluindo ícones da arquitetura como a Torre de Giotto (Campanário de Giotto ou Torre do Sino) e a Cúpula de Brunelleschi; símbolo da cidade, é a quinta maior Igreja da Europa e chega a acomodar até 30.000 pessoas em seu interior.

Foi construída no lugar da antiga catedral dedicada a Santa Reparata, que funcionou durante nove séculos até ser demolida completamente em 1375 (no subsolo da catedral pode-se visitar as antigas ruínas da Catedral antiga).

O local deu espaço para a construção da nova Basílica, em uma época em que as catedrais ostentavam o poder das repúblicas italianas que competiam e buscavam se superar usando esses edifícios como símbolo de grandiosidade.

Em 1293, as obras foram iniciadas e a população passou a contribuir para financiar a construção, e todos os testamentos passaram a incluir uma cláusula de doação para as obras. Embora o estilo dominante da época fosse o gótico, seu projeto foi concebido com uma grandiosidade clássica.

Entre 1296 e 1302, o projeto foi confiado a Arnolfo de Cambio. Com a morte do arquiteto, o trabalho de construção sofreu uma parada.

Em 1330, um novo impulso foi dado quando foi descoberto o corpo de São Zenóbio, patrono e santo renomado por seus milagres, em Santa Reparata, que na época ainda não havia sido completamente demolida.

San Zenobius: Representação de um de seus milagres, sua estátua na fachada da Catedral e

urna com seus restos mortais preservada no Dumo

Em 1334, Giotto di Bondone foi indicado supervisor das obras e concentrou suas energias na construção do campanário sendo sucedido por Andrea Pisano.

Retrato do artista (abaixo, à esquerda)

e Painel de Andrea Pisano, peça orginal dos relevos da parte baixa do Campanário

Em 1348, quando a peste negra dizimou metade da população da cidade e estagnou seu crescimento por algum tempo, as obras pararam novamente.

Entre 1349 e 1359, sob a supervisão de Francesco Talenti, o campanário foi concluído e um novo projeto para o Duomo foi preparado, com a colaboração de Giovanni di Lapo Ghini: a nave central foi dividida em quatro espaços reduzindo o número de janelas planejadas por Arnolfo.

Em 1375, o que havia restado da Santa Reparata foi finalmente demolido, ao mesmo tempo que continuou-se o trabalho de revestimento externo com mármores e decoração.

Em 1418, como o problema da cúpula ainda não havia sido resolvido, a Opera del Duomo, a centenária entidade administradora dos trabalhos na Catedral, anunciou um concurso vencido por Brunelleschi, e os trabalhos foram desenvolvidos entre 1420 e 1434 e sua lanterna foi instalada vinte anos depois. ​

Visão Arquitetônica da Cúpula

Visão Interna da Cúpula

Alguns arremates finais ainda vieram depois, como o revestimento externo conforme o projeto original de Arnolfo com mármores brancos de Carrara, verdes de Prato e vermelhos de Siena. ​

Em 25 de março (o Ano Novo florentino) de 1436, a Catedral foi consagrada pelo Papa Eugênio IV, 140 anos depois do início da construção.

O interior da catedral, extremamente clássico, chama atenção mais por suas proporções do que por sua decoração. Além da cúpula, chamam atenção o piso e o grande relógio acima da porta da entrada com 24 posições.

No subsolo , as ruinas de Santa reparata mostram a estrutura do século XIV quecedeu espaço para a construção da catedral.

Para quem quer subir na torre são 84,7 metros com 414 degraus e na cúpula 473 degraus com normalmente muita fila de espera.

Alguns dos 414 degraus da Escadaria da Cúpula

Visão do Alto da Torre de Giotto

Battistero di San Giovanni (Batistério de São João)

Ao lado da Catedral, na Piazza del Duomo, fica o batistério, dito como o prédio mais antigo da cidade e famoso por suas magníficas portas de bronze.

Por um longo tempo acreditou-se que o batistério era, na verdade, um templo romano dedicado a Marte. Contudo, essa era uma ideia errônea. Escavações no século XX mostraram que o Batistério era uma torre de guarda, parte de uma muralha que protegia a cidade.

Desde que se tornou um Batisterio, na poca medieval e na Renascença, os floretinos de destaque eram sempre aqui batizados. Dante e também muitos membros da Família Medici foram batizados no local.

A construção mais próxima à atual foi feita e consagrada em 1059 pelo Papa Nicolau II e a estrutura octogonal representa o “oitavo dia” (octava dies), o dia da Ascensão de Cristo, simbolizando a vida eterna, que é dada pelo batismo.

Seu estilo arquitetônico serviu como protótipo para a construção, por Leone Battista Alberti, de outras igrejas românicas na Toscana.

O interior do Batistério remete ao Panteão de Roma, com pouca luz entrando através de pequenas janelas e pela claraboia, iluminando o zodíaco pagão no chão.

No teto, um magnífico mosaico executado em 1225 por vários artistas de Veneza (talvez até mesmo Cimabue) representa o Julgamento Final, com cenas de horríveis castigos e punições (Dante Alighieri cresceu olhando os mosaicos e foi baseado neles que criou muitas das cenas que narra em sua obra “Inferno”).

Em 1329, Andrea Pisano recebeu a encomenda de projetar as Portas Sul e preparou 28 painéis quadrangulares, representando cenas da vida de São João Batista.

Em 1401, uma competição foi anunciada para a execução das Portas Norte do Batistério, onde competiram sete escultores, entre eles Donatello, Filippo Brunelleschi, Lorenzo Ghiberti.

Da esquerda para direita: Donatello, Brunelleschi e Ghiberti

Ghiberti, então com 21 anos, ganhou a encomenda. Brunelleschi ficou tão desiludido com a perda que partiu para Roma para estudar arquitetura e nunca mais esculpiu. Ghiberti levou 21 anos para finalizar as portas, com novamente 28 painéis com cenas do Novo Testamento, e com isso tornou-se então uma celebridade e o artista máximo em seu campo.

Em 1425, Ghiberti recebeu uma segunda encomenda: as Portas Leste, a mais famosa, que Michelangelo chamou de “As Portas do Paraíso”, nome que permanece até hoje.

Portas do Paraiso de Ghiberti

A porta do paraíso foi colocada em local seguro em 1943, durante a II Guerra Mundial. Ao voltar ao seu local de origem, foi parcialmente danificada pela grande inundação de 1961.

Em 1990, para assegurar sua preservação, as portas foram substituídas por cópias e as originais foram transferidas para o Museu Opera del Duomo, preservadas em contêineres cheios de nitrogênio.

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