ROMA 1: PIAZZA NAVONNA, PANTHEON, FONTANA DE TREVI E PIAZZA DI SPAGNA


Dicas Para Quem Visita Roma - Região 1

  • Piazza Navona

  • Pantheon

  • Fontana di Trevi

  • Piazza di Spagna (Praça de Espanha)

Piazza Navona (Praça Navona)

Um pouco sobre a Piazza Navona, a praça que reune as famosas fontes "Quattro Fiumi”, “di Nettuno” e “del Moro” e diversos cafés e restaurantes, sendo há séculos ponto de encontro dos turistas e dos romanos.

Onde é e como chegar à Piazza Navona

  • Endereço: Piazza Navona, 00186 Roma, Itália, a 5 minutos a pé do Pantheon e a 13 minutos da Fontana di Trevi

Dicas de Visitação a Piazza Navona

  • Horário: livre

  • Preço: grátis

  • Tempo para Ver: 15 minutos, sem contar o tempo para o sorvete...

Um pouco da história da Piazza Navona

A origem do nome deve-se ao nome pomposo que lhe foi dado ao tempo do Imperador Domiciano (imperador entre 81-96 d.C.): "Circo Agonístico" (do étimo grego Agonia, que significa precisamente - exercício, luta, combate).

O nome foi se transformando em “in agone”, depois “nagone” e finalmente navone, que por mero acaso significa também "grande navio" na língua italiana.

A sua forma assemelha-se à dos antigos estádios da Roma Antiga, seguindo a planificação do Estádio de Domiciano (também denominado entre os italianos de Campomarzio, em virtude da natureza rude e esforçada dos exercícios - manejo de armas - e desportos atléticos que aí se realizavam).

Estudos mostram que ela abrigaria até 20 mil espectadores sentados nas bancadas.

Com o passar dos anos casas foram sendo construídas sobre as bancadas. Por debaixo dos edifícios, foram descobertas ruínas antiquíssimas e em níveis muito profundos do solo que comprovam sua utilização inicial.

A Navona passou de fato a caracterizar-se como praça nos últimos anos do século XV, quando o mercado da cidade foi transferido do Capitólio para a Piazza.

Foi remodelada para um estilo monumental por vontade do Papa Inocêncio X, da família Pamphili e é motivo de orgulho da cidade de Roma durante o período barroco.

A partir de 1652, em todos os sábados e domingos de agosto, a praça tornava-se num lago para celebrar a própria família Pamphili.

Sofreu intervenções diversas com a construção das fontes.

O mercado tradicional voltou a ser transferido em 1869 para o Campo de Fiori, embora a praça continuou mantendo também um papel fundamental em servir de palco para espetáculos de teatro e corridas de cavalos.

Atrações na Piazza Navona

Fontes: O que chama mais atenção na Piazza: “Fontana dei Quattro Fiumi” (Fonte dos Quatro Rios, ao centro, de 1651, por Gian Lorenzo Bernini); “Fontana di Nettuno” (ao Norte, 1574, Giacomo della Porta) e “Fontana del Moro” (ao sul, de 1576, também por Giacomo della Porta).

Fontana dei Quattro Fiumi

Fontana di Nettuno

Fontana del Moro

Igrejas: Outros edificios relevantes são as igrejas de Sant'Agnese in Agone e Nostra Signora del Sacro Cuore.

Palácios: Por fim, a piazza também é rodeada por outros monumentos importantes por seu uso histórico para os italianos (porém sem atratividade para os turistas) como: Stabilimenti Spagnoli, Palazzo de Cupis, Palazzo Torres Massimo Lancellotti e o Palazzo Pamphilj, propriedade da República Federativa do Brasil, sede da Embaixada Brasileira, do Consulado-Geral do Brasil e da Missão do Brasil para a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO).

Pantheon

O Pantheon de Roma: o templo romano dedicado a todos os Deuses do panteão romano se tornou, no século VII, um templo cristão, sobreviveu intacto durante mais de vinte séculos.

Onde é e como chegar ao Pantheon

  • Endereço: Piazza della Rotonda, 00186 Roma, Itália, a 5 minutos a pé da Piazza Navona e a 8-10 minutos da Fontana di Trevi

Dicas de Visitação ao Pantheon

  • Horário: das 8:30 às 19:30h e aos domingos, das 9 às 18 h

  • Preço: grátis

  • Tempo para Ver: 15-20 minutos.

Um pouco da história do Pantheon

Origem do nome Pantheon da Agrippa:

Panteão deriva de pan (todo) e théos (deus) e significa “o conjunto de deuses de determinada religião”. Também conhecido como Panteão de Agripa (cônsul que o mandou construir).

Importância Histórica do Pantheon e sua influência na arquitetura:

O Panteão é o único edifício construído na época greco-romana que, atualmente, se encontra em perfeito estado de conservação. É famoso pela sua cúpula.

Influenciou muito várias gerações de arquitetos ocidentais do Renascimento até ao século XIX.

Muitos auditórios de cidades, universidades e bibliotecas copiam o seu estilo (a "Rotunda" Thomas Jefferson, na Universidade da Virgínia; a Law Library da Universidade de Columbia ou a Biblioteca Estadual de Victoria).

Um pouco da História do Pantheon:

A construção inicial, consagrada a Júpiter, foi realizada no 3º consulado de Marcus Vipsânio Agrippa em 27 a. C. durante a República Romana.

Ainda hoje, o seu nome está inscrito sobre o pórtico: M.AGRIPPA.L.F.COS.TERTIUM.FECIT ("Construído por Marco Agripa, filho de Lúcio, pela terceira vez cônsul").

O Panteão de Agripa foi destruído por um incêndio em 80 d.C., sendo totalmente reconstruído entre 118 e 128, durante o reinado do imperador Adriano, como se vê nas datas impressas em seus tijolos.

A inscrição original de Agripa foi reinserida na fachada da nova construção como era comum nas reconstruções de Adriano.

Adriano caracterizava-se pelo seu cosmopolitismo, viajou bastante pelas regiões orientais do império, e foi um grande admirador da cultura grega. Adriano participou ativamente na sua concepção.

O Panteão nasceu do seu desejo de fundar um templo dedicado a todos os deuses, num gesto ecumênico ou sincretista que abarcasse os novos povos sob a dominação do Império Romano, já que estes ou não adoravam os antigos deuses romanos ou adoravam-nos sob outras designações.

Em 608, o imperador bizantino Focas ofereceu o edifício ao Papa Bonifácio IV que o consagrou, em 609, como igreja cristã dedicada a Santa Maria e Todos-os-Santos (Mártires) - nome que mantém atualmente.

A consagração como igreja salvou-o da destruição deliberada que as antigas construções da Roma antiga sofreram no período medieval. A

única perda registrada são as esculturas que adornavam o frontão, acima da inscrição relativa a Agripa. O interior de mármore e as grandes portas de bronze resistiram ao passar do tempo, ainda que restauradas mais de uma vez.

Arquitetura externa do Panteão:

Com a maior cúpula conservada da antiguidade, edifício foi durante muito tempo a maior de toda a Europa Ocidental, até que Brunelleschi criou a cúpula do Duomo de Florença, completada em 1436 e, posteriormente, pela Basilica de Sã Pedro no Vaticano.

É formado por um tambor cilíndrico de 44 metros de diâmetro, sem decoração, coroado por uma cúpula arrematada interiormente por degraus concêntricos.

A entrada no templo é marcada por um profundo pórtico de 3 naves e 8 colunas criando a intenção romana de uma fachada monumental.

Originalmente subia-se aí por largos degraus, mas a subida do nível da praça soterrou este elemento arquitetônico.

Arquitetura interna do Panteão:

O edifício circular tem um pórtico (também denominado pelo termo grego "pronaos") com três filas de colunas (8 colunas na fila frontal, 16 ao todo), sob um frontão.

Como o Panteão de Roma foi dedicado a todos os deuses, ou, mais especificamente, às divindades planetárias que, em número de sete, justificam os nichos com altares existentes no interior.

O teto é abobadado, sob uma cúpula que apresenta alvéolos (em forma de caixotões), em direção a um óculo. Estes alvéolos, além de serem utilizados esteticamente, também foram pensados para diminuir a quantidade de concreto (betão) a ser utilizado na estrutura, tornando-a mais leve.

Da base da rotunda até ao óculo vão 43 metros - a mesma medida do diâmetro da base - o que significa que o espaço da cúpula se inscreve no interior de um cubo imaginário.

Desde o Renascimento que o Panteão é utilizado como última morada de personalidades italianas ilustres, como os pintores Rafael e Annibale Carracci, o arquiteto Baldassare Peruzzi, além de dois reis de Itália: Vítor Emanuel II e Humberto I.

Ainda que a Itália seja uma república desde 1947, membros voluntários de organizações monárquicas italiana mantêm uma vigília contínua junto dos túmulos reais no Panteão.

Os republicanos reclamam frequentemente contra essa prática, mas autoridades católicas, autorizam-na, ainda que seja o Ministério do Patrimônio Cultural Italiano o responsável pela sua segurança e manutenção.

Fontana di Trevi (Fonte dos Trevos)

Um pouco da Fontana di Trevi, a maior e mais ambiciosa construção de fontes barrocas da Itália, que ficou eternizada nos filmes e é um dos icones de Roma e que é parada obrigatória para quem acredita na superstição de que jogar a moeda é garantia de retorno à cidade.

Onde é e como chegar a Fontana di Trevi

  • Endereço: Piazza di Trevi, a 9 minutos à pé do Pantheon e também 8 minutos da Piazza di Spagna

Dicas de Visitação à Fontana di Trevi

  • Horário: livre

  • Preço: grátis

  • Tempo para Ver: Em 15 minutos

Um pouco da história da Fontana di Trevi

Origem da Fonte:

A fonte (com cerca de 26 metros de altura e 20 metros de largura) situava-se no cruzamento de três estradas (tre vie), marcando o ponto final do Acqua Vergine, um dos mais antigos aquedutos que abasteciam a cidade de Roma.

No ano 19 a.C., supostamente ajudados por uma virgem, técnicos romanos localizaram uma fonte de água pura a pouco mais de 22 quilômetros da cidade (cena representada em escultura na própria fonte).

A água desta fonte foi levada pelo menor aqueduto de Roma, diretamente para os banheiros de Marco Vipsânio Agripa e serviu a cidade por mais de 400 anos.

História da Fonte:

O antigo costume romano de erguer uma bela fonte ao final de um aqueduto que conduzia a água para a cidade foi reavivado no século XV, com o Renascimento.

Em 1453, o Papa Nicolau V, determinou que fosse consertado o aqueduto de Acqua Vergine, construindo ao seu final um simples receptáculo para receber a água, num projeto feito pelo arquiteto Leon Battista Alberti.

Em 1629, o Papa Urbano VIII achou que a velha fonte era insuficientemente dramática e encomendou a Bernini alguns desenhos, mas quando o Papa faleceu o projeto foi abandonado.

A última contribuição de Bernini foi reposicionar a fonte para o outro lado da praça a fim de que esta ficasse defronte ao Palácio do Quirinal (assim o Papa poderia vê-la e admirá-la de sua janela).

Ainda que o projeto de Bernini tenha sido abandonado, existem na fonte muitos detalhes de sua ideia original.

Em 1730, o Papa Clemente XII organizou uma nova competição na qual Nicola Salvi foi derrotado, mas efetivamente terminou por realizar seu projeto.

Este começou em 1732 e foi concluído em 1762, logo depois da morte de Clemente, quando o Netuno de Pietro Bracci foi deixado no nicho central da fonte.

Salvi morrera alguns anos antes, em 1751, com seu trabalho ainda pela metade, que manteve oculto por um grande biombo. A fonte foi concluída por Giuseppe Pannini, que substituiu as alegorias insossas que eram planejadas, representando Agrippa e Trivia, as virgens romanas, pelas belas esculturas de Netuno e seu séquito.

A fonte foi restaurada em 1998 e 2014; as esculturas foram limpas e polidas, e a fonte foi provida de bombas para circulação da água e sua oxigenação.

A Fontana de Trevi e o cinema:

Em 1954, a fonte foi o cenário do filme americano Three Coins in the Fountain, onde a fonte do título é a própria Fontana di Trevi.

Em 1960, o monumento foi o cenário de uma das cenas mais famosas do cinema italiano: em "La Dolce Vita" de Federico Fellini, Anita Ekberg entra na água e convida Marcello Mastroianni a fazer o mesmo.

Em 1961, no filme Tototruffa 62 (Totó, o Vigarista), Totò tenta vender a fonte a um turista.

Em 1964, foi lançado o filme que leva seu nome "Fontana di Trevi", filmado pelo diretor Carlo Campogalliani.

A fonte aparece como fundo principal no videoclip da canção Thank You for Loving Me do grupo Bon Jovi.

Piazza di Spagna (Praça de Espanha)

Piazza di Spagna, conhecida até o século XVII como Piazza di Francia, com sua famosa escadaria até a igreja Trinità dei Monti, é uma das praças mais famosas de Roma que tornou-se ponto de encontro de turistas e de jovens romanos.

Onde é e como chegar a Piazza di Spagna

  • Endereço: Piazza di Spagna, 00187 Roma, Itália, a 8 minutos da Fontana di Trevi

Dicas de Visitação à Piazza di Spagna

  • Horário: livre

  • Preço: grátis

  • Tempo para Ver: Em 15 minutos, porém se quiser passear pelas lojas de luxo das proximidades, pode-se demorar até mais que 2 horas.

  • Dicas: Vale a pena sentar nas escadarias e apreciar o movimento, já que lá é um ponto de encontro diurno e noturno de romanos e turistas.

Um pouco da história da Piazza Di Spagna

Fonte:

A fonte no centro da praça, na forma de um barco (Barccacia), é afetuosamente chamada pelos romanos de La Barcaccia, ou velha banheira.

Segundo dizem, a fonte foi inspirada pela chegada à praça de um barco durante a inundação do rio Tibre 1598.

A anedota serviu para que o Papa Urbano VIII encarregasse em 1627 Pietro Bernini a execução da obra, ajudado por seu filho que mais tarde lhe superaria em fama e técnica, Gian Lorenzo.

Escadarias:

A escadaria monumental em três seções, seguida na seção central por outras escadas que sobem nas laterais e levam à igreja de Trinità dei Monti.

A construção da escadaria se deve ao arquiteto Francesco de Sanctis (de 1723 a 1726) as custas do embaixador da França, Etienne Gueffier.

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